Qualquer ser humano é egoísta por natureza.
Todos os nossos problemas são mais graves que os dos outros. Para lá das nossas doenças fazerem sofrer-nos muito mais. E o nosso trabalho ser muito melhor e o cansaço muito maior. É um síndroma do umbigo que nunca será alterado, mas sempre alargado...na barriga de cada um.
Há visões dos outros, porém, que nos fazem pensar. Mesmo que cheguem pelo confortável ecrã da televisão ou cinema...
Qualquer álbum clássico de BD que se preze apresenta uma ou duas violações femininas, na sétima arte este é também um tema mais ou menos recorrente.
Nos últimos filmes que vi ultimamente, as violações tornaram-se em abusos sucessivos e repetidos a mulheres que se tornaram objectos.
Se em "Dogville", o cenário teatral limitava a acção, em "Lilya para Sempre" os espaços de um país ex-sovitético e da Suécia situavam os acontecimentos geograficamente mais perto da realidade.
A exploração humana, em especial ou quase exclusivamente das mulheres e crianças, é um drama cada vez mais recorrente nos meios de comunicação social, onde é explicado pelo fosso entre países ricos, semi.ricos ou pobres ou mesmo semi-pobres. Um efeito da informação, viagens e do dinheiro globalizado.
Pena é que as explicações, nem as leis sirvam para travar a escravidão.


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