quinta-feira, janeiro 20, 2005

Ser interpelada na rua, coloca-me imediatamente de sobreaviso. Acho sempre que será ou para vender, ou para pedir.
Num destes dias, era simplesmente para pedir informações e eu assumi imediatamente uma postura de defesa, que acabei por levar por diante e ficar arrependida dessa decisão.
Anteontem, foi um homem que ainda hoje estou para saber o que queria. Mas o aspecto e os phones nos ouvidos fizeram-me assumir desde logo a intenção de "pedinchar".
Fico preocupada comigo mesma pela atitude fria que tenho adoptado, mas os horários e as tarefas que tenho de cumprir para poder receber dinheiro também me molda dessa forma.
Afinal há mecanismos sociais para ajudar em certas situações, mas eu também não me quero demitir das minhas obrigações de cidadã e ser humano.
De momento quero é equilibrar essa balança e até lá vou pelo menos baixando o som dos phones para poder ouvir as pessoas.